📌 RESPOSTA RÁPIDA

Novos Custos do Full para Produtos Abaixo de R$ 79 — visão direta:

Em 2026, o Mercado Livre extinguiu a tarifa fixa por unidade (R$ 6,25 a R$ 6,75) para produtos abaixo de R$ 79 no Full e passou a calcular o custo por peso, dimensões e preço. A armazenagem diária subiu 7,6%, a retirada de estoque 5% e a coleta até 10%. Itens leves e compactos podem até pagar menos; volumosos de ticket baixo ficaram mais caros e exigem recálculo imediato de margem.

Por: Equipe GoSmarter — ex-Mercado Livre, +1.000 sellers atendidos
Atualizado em: 7 de junho de 2026
Notícia do setor — mudança estrutural no custo logístico do Mercado Livre.

Full Mercado Livre 2026: Fim da Tarifa Fixa para Produtos Abaixo de R$ 79

Produtos abaixo de R$ 79 enviados pelo Full deixaram de pagar tarifa fixa por unidade (antes entre R$ 6,25 e R$ 6,75) e passaram a ter custo variável por peso, dimensões e preço. Junto, vieram aumentos de 7,6% na armazenagem diária e de 5% na retirada de estoque.

A GoSmarter detalha a nova matriz de custos, mostra como recalcular a margem SKU a SKU e indica quando manter, reprecificar ou tirar o produto do Full.

R$ 79
Novo corte de preço: abaixo disso, o custo do Full virou variável
R$ 6,25-6,75
Tarifa fixa por unidade que deixou de existir nessa faixa
+7,6%
Aumento no custo de armazenagem diária do Full em 2026
+5 a 10%
Alta na coleta conforme distância e volume

A Nova Matriz de Custos do Full para Ticket Baixo

A troca de tarifa fixa por custo variável muda a lógica de precificação de quem vende itens abaixo de R$ 79 no Full. Abaixo: o que mudou exatamente, quem ganha e quem perde, como recalcular sua margem e o plano de decisão por SKU.

1. O que mudou no Full para produtos abaixo de R$ 79

DEFINIÇÃO (CITÁVEL)

Em 2026, o custo de fulfillment do Mercado Livre para produtos abaixo de R$ 79 deixou de ser uma tarifa fixa por unidade e passou a ser calculado de forma variável, combinando peso, dimensões e preço do item. Na prática, cada SKU de ticket baixo tem agora um custo logístico próprio — e a margem precisa ser recalculada item a item.

Antes da mudança, qualquer produto abaixo de R$ 79 enviado pelo Full pagava entre R$ 6,25 e R$ 6,75 por unidade vendida, independentemente de ser um cabo USB de 50 gramas ou uma luminária volumosa de 800 gramas. Essa previsibilidade acabou. Agora o custo acompanha o espaço e o peso que o produto ocupa na malha logística.

As mudanças anunciadas em conjunto:

  • Fim da tarifa fixa por unidade para itens abaixo de R$ 79 no Full — substituída por custo variável por peso, dimensões e preço.
  • Armazenagem diária +7,6%: estoque parado no centro de distribuição ficou mais caro, penalizando giro lento.
  • Retirada de estoque +5%: tirar produto do Full também subiu — sair do programa tem custo maior.
  • Coleta +5% a +10%: conforme distância e volume, o custo de envio do seu estoque até o CD aumentou.

O recado da plataforma é claro: o Full quer SKUs compactos, leves e de giro rápido. Produtos volumosos de ticket baixo e giro lento agora pagam pelo espaço que ocupam. Para a visão geral do programa, veja nosso guia do Mercado Envios Full.

2. Quem ganha e quem perde com o custo variável

Toda mudança de tarifa fixa para variável cria vencedores e perdedores. A boa notícia: se o seu produto é pequeno e leve, você pode estar entre os que passam a pagar menos.

Tendem a ganhar (custo menor que a antiga tarifa fixa):

  • Itens muito leves e compactos — acessórios de celular, cosméticos pequenos, papelaria, peças e componentes de até ~200 g em embalagens mínimas.
  • SKUs de giro alto, que passam pouco tempo em armazenagem e diluem o custo diário.
  • Produtos com embalagem otimizada — cada centímetro economizado agora vira margem, como explicamos no guia de cubagem no frete de marketplace.

Tendem a perder (custo maior que a antiga tarifa fixa):

  • Produtos volumosos de ticket baixo — brinquedos grandes, utilidades domésticas leves porém espaçosas, itens de decoração.
  • SKUs de giro lento, que acumulam armazenagem diária 7,6% mais cara.
  • Produtos com embalagens desproporcionais ao conteúdo — o “ar” dentro da caixa virou custo direto.

Há ainda um efeito de segunda ordem que poucos sellers calculam: a soma do custo variável novo com a comissão e a tarifa fixa de venda pode tornar inviáveis produtos que antes operavam no limite. Estudos de precificação do setor em 2026 identificaram cenários em que as taxas somadas ultrapassam 70% do valor de produtos de ticket muito baixo. Se o seu portfólio vive nessa zona, a decisão não é mais “Full ou Flex” — é repensar a faixa de preço, criar kits ou descontinuar o SKU. A análise completa de custos do canal está em taxas do Mercado Livre.

3. Como recalcular sua margem SKU a SKU (método em 5 passos)

Com custo variável, não existe mais resposta única para “quanto custa vender no Full”. O método abaixo recalcula a margem real de cada SKU em uma tarde de trabalho.

Passo 1 — Levante a nova matriz de custo por SKU. No painel do Mercado Livre, consulte o custo de fulfillment atualizado de cada item abaixo de R$ 79. Exporte para planilha: o número agora é individual, não uma constante.

Passo 2 — Some o custo de armazenagem projetado. Multiplique a armazenagem diária (+7,6%) pelo giro real do SKU. Um item que fica 45 dias no CD carrega quase o triplo do custo de armazenagem de um que gira em 15 dias.

Passo 3 — Rateie a coleta. Divida o custo de coleta (+5% a +10%) pelo número de unidades por envio ao CD. Envios maiores e menos frequentes diluem melhor — mas aumentam a armazenagem. Há um ponto ótimo por SKU.

Passo 4 — Monte a DRE unitária. Preço menos comissão, menos custo variável de fulfillment, menos armazenagem rateada, menos coleta rateada, menos custo do produto e impostos. O resultado é a margem real pós-mudança.

Passo 5 — Classifique em três grupos:

GrupoCritérioAção
VerdeMargem manteve ou melhorouManter no Full; considerar acelerar com ads
AmareloMargem caiu mas segue positivaReprecificar, otimizar embalagem ou criar kit
VermelhoMargem ficou negativa ou marginalMigrar de modal, repensar faixa de preço ou descontinuar

Esse é o mesmo racional do nosso guia sobre migrar ou manter no Full, agora aplicado à faixa abaixo de R$ 79.

4. Táticas para reduzir o novo custo sem sair do Full

Antes de tirar produtos do Full — lembrando que a própria retirada de estoque subiu 5% — vale extrair o máximo das alavancas que reduzem o custo variável.

Otimize a embalagem primeiro. É a alavanca mais rápida. Se o custo agora é função de peso e dimensões, cada redução de embalagem é desconto direto. Troque caixas por envelopes reforçados onde possível, elimine preenchimento desnecessário e reavalie embalagens de fornecedor que chegam com volume morto.

Crie kits para subir o ticket. Um item de R$ 45 vendido em kit de dois por R$ 88 muda a relação custo logístico/receita — e pode cruzar a linha dos R$ 79, mudando de regime de cobrança. Kits bem montados também aumentam o ticket médio e diluem comissão fixa.

Gerencie o giro com disciplina. Com armazenagem 7,6% mais cara, estoque de segurança exagerado virou passivo. Ajuste o envio ao CD para cobrir 20-30 dias de venda dos SKUs A e reduza profundidade dos SKUs C — ou tire-os do Full.

Checklist de execução imediata:

  • Medir e pesar os 20 SKUs de maior volume de vendas abaixo de R$ 79 — conferir se o cadastro de dimensões no ML está correto (erro de cadastro agora custa dinheiro todo dia).
  • Listar SKUs com mais de 45 dias de cobertura no CD e criar plano de queima ou retirada.
  • Testar kit/bundle nos 5 SKUs amarelos de maior receita.
  • Comparar o custo variável novo com o custo do Flex para os SKUs vermelhos — nosso comparativo de Mercado Envios Flex em 2026 ajuda nessa conta.

5. Quando sair do Full — e qual modal assumir no lugar

Para uma parte do portfólio, nenhuma otimização salva a margem: o produto é volumoso demais, gira devagar demais ou o ticket é baixo demais. Nesses casos, a saída planejada custa menos que a permanência teimosa.

Sinais de que o SKU deve sair do Full:

  • Margem negativa mesmo após otimizar embalagem e testar kit.
  • Cobertura de estoque acima de 60 dias com armazenagem corroendo o resultado mês a mês.
  • Custo variável novo superior ao custo total de envio pelo Flex ou por envio próprio na sua região.

As alternativas, na prática: o Flex devolve o controle do estoque e funciona bem para quem tem densidade de vendas em capitais e despacho próprio ágil; o envio padrão pelas agências mantém a simplicidade com prazo maior; e o híbrido — SKUs verdes no Full, vermelhos no Flex — é o desenho mais comum entre operações maduras em 2026.

Planeje a transição em 3 movimentos: primeiro, pare de reabastecer o CD com os SKUs vermelhos e deixe o estoque atual escoar (evitando pagar a retirada que subiu 5%); segundo, ative o anúncio no modal substituto antes de o estoque do Full zerar, para não perder ranking por indisponibilidade; terceiro, monitore a posição dos anúncios — a etiqueta Full pesa no algoritmo, e parte da perda de exposição precisa ser compensada com preço ou ads.

O erro mais caro é o meio-termo desorganizado: estoque dividido sem critério, anúncio oscilando entre modais e cancelamentos por falta de sincronia. Decida por SKU, com a DRE na mão, e execute a migração como projeto — não como reação.

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Como a GoSmarter Ajuda Sellers em Novos Custos do Full para Produtos Abaixo de R$ 79

A GoSmarter faz o recálculo de margem do Full SKU a SKU e executa a decisão — reprecificação, otimização de embalagem, kits ou migração de modal — com método validado em mais de 1.000 operações de sellers.

Dominando Novos Custos do Full para Produtos Abaixo de R$ 79 em 2026

O fim da tarifa fixa abaixo de R$ 79 transforma o Full de custo previsível em variável estratégica: embalagem, giro e cadastro de dimensões viraram alavancas diretas de margem. Quem recalcula SKU a SKU nas próximas semanas captura os itens que ficaram mais baratos e corta os que viraram prejuízo silencioso.

Quem ignora a mudança descobre o estrago na DRE do trimestre — com armazenagem 7,6% mais cara acumulando e SKUs vermelhos vendendo no negativo. A diferença está em tratar logística como decisão de portfólio, não como boleto que se paga no fim do mês.

Perguntas frequentes

  • O que mudou no custo do Full para produtos abaixo de R$ 79 em 2026? +

    O Mercado Livre extinguiu a tarifa fixa por unidade — que era de R$ 6,25 a R$ 6,75 — para itens abaixo de R$ 79 enviados pelo Full. O custo agora é variável, calculado por peso, dimensões e preço de cada produto. Junto, a armazenagem diária subiu 7,6%, a retirada de estoque 5% e a coleta entre 5% e 10%.

  • Meus produtos baratos vão pagar mais ou menos no Full agora? +

    Depende do perfil físico do SKU. Itens leves, compactos e de giro rápido podem pagar menos que a antiga tarifa fixa. Produtos volumosos, pesados ou de giro lento tendem a pagar mais. A única forma de saber é consultar o custo atualizado de cada SKU no painel e recalcular a margem item a item.

  • Vale a pena tirar produtos do Full por causa da mudança? +

    Só depois de tentar as alavancas internas: otimizar embalagem, corrigir cadastro de dimensões, criar kits e ajustar giro. Se mesmo assim a margem ficar negativa, compare com o custo do Flex ou do envio próprio. Lembre que a retirada de estoque subiu 5% — saídas devem ser planejadas, escoando o estoque antes.

  • Como o aumento de 7,6% na armazenagem afeta minha operação? +

    Estoque parado no CD ficou mais caro todos os dias. SKUs com cobertura acima de 45-60 dias acumulam custo que corrói a margem silenciosamente. A resposta é disciplinar o abastecimento: enviar 20-30 dias de cobertura dos itens de alto giro e reduzir ou retirar os de giro lento.

  • Criar kits ajuda a fugir do custo variável abaixo de R$ 79? +

    Ajuda em dois sentidos: o kit eleva o ticket — podendo ultrapassar a linha dos R$ 79 e mudar o regime de cobrança — e dilui custos fixos de venda por unidade vendida. Mas o kit precisa fazer sentido comercial: itens complementares, com demanda real conjunta, e embalagem que não aumente o volume desnecessariamente.

  • O cadastro errado de peso e dimensões pode me custar dinheiro? +

    Sim, e agora todos os dias. Como o custo de fulfillment passou a ser função de peso e dimensões, um cadastro com medidas superestimadas gera cobrança maior em cada unidade vendida. Meça e pese seus SKUs principais, confira o cadastro no painel e corrija divergências — é margem recuperada imediatamente.

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